As mudanças climáticas impactam a maioria das comunidades ao redor do mundo. Seus saberes, práticas e formas de resiliência são essenciais na construção de soluções eficazes e duradouras. Diante da intensificação da crise climática, o Sul x South nasce como uma articulação coletiva que busca unir, fortalecer e amplificar as vozes do Sul Global no enfrentamento das injustiças ambientais, por meio da colaboração e do apoio mútuo.
Quando a gente olha para o macro e conseguimos olhar de forma ampla, (falamos da Baixada Fluminense, mas poderia ser a Baixada Santista, Baixada Maranhense ou na Guatemala com a Andrea) vemos que têm vários territórios com os seus próprios sistemas, conseguindo se manter vivos. Se a gente consegue fazer troca e intercâmbio entre esses espaços, encontramos as soluções porque se não as houvessem, os territórios nem estariam vivos.
A Rede Sul x South é um espaço de encontro e de troca de narrativas porque a gente entende que apesar de muito diversas, as realidade do Sul Global precisam se encontrar para fazer frente a todo um movimento histórico de colonialismo que dizimou muitas populações, florestas e hoje atuam em espaços como a COP para seguir com esse projeto de devastação.
Através dos encontros promovidos pela Rede Sul x South, conheci mais sobre os povos quilombolas e me parece muito importante a contribuição dos povos negros na luta pela justiça climática. Gostaria de articular mais essa conversa com a dos povos indígenas no México.
Durante o encontro realizado em 2024, os participantes foram organizados em três grupos com o objetivo de desenvolver ações voltadas às questões climáticas. Com o apoio do UMI Fund e a mentoria e mobilização do Instituto Procomum, esses protótipos foram implementados e aprimorados ao longo de 2025, contribuindo para o fortalecimento das conexões entre os participantes, o aprofundamento das discussões sobre o tema e a consolidação de bases para a criação de um laboratório transatlântico de colaboração.
Instituições Participantes
Realização